Vamos ao campo das discussões puramente filosóficas: O que é
melhor, Gerenciamento de Projetos Tradicional ou Gerenciamento Ágil de Projetos
(GAP)?
A verdade é que não existe fórmula mágica para o
gerenciamento de projetos, e então, não existe resposta precisa sobre o assunto. Cada empresa é única, cada cliente é único,
cada necessidade é única e, cada projeto é único e, portanto, a resposta
depende de cada situação. Assim, o que é ferramenta aplicável em um projeto,
para outro projeto, já não terá o mesmo resultado.
Como foi publicado em um post anterior, os métodos ágeis estão contemplados no PMBOK 5ª edição através de projetos com ciclo de vida
adaptativos. Conceitos como escopo evolutivo, ciclos iterativos incrementais,
gerenciamento de mudanças e riscos, gestão de pessoas, comunicação, ética,
entregar algo de valor, qualidade, que são basicamente pilares do Gerenciamento
Ágil, não são novos no PMBOK. Porém o enfoque que vem sendo dado é de fato
diferente.
Gerenciar um projeto “agilmente” não significa abolir os
processos e os documentos de planejamento dos projetos. Gerenciar um projeto
com métodos ágeis é entender estes processos e seus documentos são mutáveis,
evolutivos e estes devem refletir a realidade.
Da mesma forma, controlar um projeto através de métodos ágeis
não significa abolir os relatórios de acompanhamento e as métricas. Mas,
considerando que as atualizações serão sempre constantes, devem ser utilizados
dispositivos mais visuais e mais simples.
Um dos grandes desafios do GAP é justamente como realizar o
planejamento e o controle do projeto sem restringir a sua adaptabilidade, sem
que isso represente alterações de prazo e custo para o cliente do projeto.
Vários autores convergem para a opinião de que, a utilização
de técnicas simplificadas focando na exploração
e adaptação do projeto não significa renunciar as atividades de controle do
progresso do projeto, assim como custo, prazo e qualidade, mas repensar o que
deve ser medido e controlado, e, principalmente como e quando deve ser exercido
tal controle.
Por fim, as ferramentas e técnicas dos métodos ágeis devem trazer benefícios ao cliente evitando indicadores ou métricas que não contribuem para avaliação do projeto.
Em outro post irei abordar a aplicação dos métodos ágeis em projetos que não são da área de TI.
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