terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ser ou não ser Ágil, eis a questão!


Vamos ao campo das discussões puramente filosóficas: O que é melhor, Gerenciamento de Projetos Tradicional ou Gerenciamento Ágil de Projetos (GAP)?

A verdade é que não existe fórmula mágica para o gerenciamento de projetos, e então, não existe resposta precisa sobre o assunto.  Cada empresa é única, cada cliente é único, cada necessidade é única e, cada projeto é único e, portanto, a resposta depende de cada situação. Assim, o que é ferramenta aplicável em um projeto, para outro projeto, já não terá o mesmo resultado.

Como foi publicado em um post anterior, os métodos ágeis estão contemplados no PMBOK 5ª edição através de projetos com ciclo de vida adaptativos. Conceitos como escopo evolutivo, ciclos iterativos incrementais, gerenciamento de mudanças e riscos, gestão de pessoas, comunicação, ética, entregar algo de valor, qualidade, que são basicamente pilares do Gerenciamento Ágil, não são novos no PMBOK. Porém o enfoque que vem sendo dado é de fato diferente.

Gerenciar um projeto “agilmente” não significa abolir os processos e os documentos de planejamento dos projetos. Gerenciar um projeto com métodos ágeis é entender estes processos e seus documentos são mutáveis, evolutivos e estes devem refletir a realidade.
Da mesma forma, controlar um projeto através de métodos ágeis não significa abolir os relatórios de acompanhamento e as métricas. Mas, considerando que as atualizações serão sempre constantes, devem ser utilizados dispositivos mais visuais e mais simples.

Um dos grandes desafios do GAP é justamente como realizar o planejamento e o controle do projeto sem restringir a sua adaptabilidade, sem que isso represente alterações de prazo e custo para o cliente do projeto.

Vários autores convergem para a opinião de que, a utilização de técnicas simplificadas  focando na exploração e adaptação do projeto não significa renunciar as atividades de controle do progresso do projeto, assim como custo, prazo e qualidade, mas repensar o que deve ser medido e controlado, e, principalmente como e quando deve ser exercido tal controle.

Por fim, as ferramentas e técnicas dos métodos ágeis devem trazer benefícios ao cliente evitando indicadores ou  métricas que não contribuem para avaliação do projeto.

Em outro post irei abordar a aplicação dos métodos ágeis em projetos que não são da área de TI.

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